A FABRICAÇÃO DO PÂNICO CLIMÁTICO


Quando se fala do hipotético aquecimento global pretende-se seguramente meter medo. Até seria desejável que a Terra aquecesse. Com efeito, isso nos traria imensas economias tanto de energia para climatização, como do petróleo bruto e dos seus derivados. Por outro lado, seriam ganhas largas extensões de terra cultivável em direção às regiões subpolares. Foi o caso entre os anos 1930 e 1960 (período do Ótimo Climático Contemporâneo). Nessa altura, as explorações agrícolas do norte do Canadá e da Escandinávia deslocaram-se mais para Norte. Nos anos 1970, com o regresso do frio, voltaram a retroceder para Sul. O mesmo aconteceu na África subsaariana onde os criadores de gado se deslocaram primeiro para Norte e depois regressaram ao Sul quando a seca estalou nos anos 1970. Durante o período quente, as chuvas tropicais eram mais abundantes. O tema do "global warming" é digno de figurar no livro das Imposturas Intelectuais de Alan Sokal e Jean Bricmont. O "global warming" e as "climate changes" estão de tal maneira bem embrulhadas que não é fácil desmontar esta impostura científica.

Quase toda a gente tem fé na curva da temperatura global publicada todos os anos pela OMM (Organização Meteorológica Mundial) e o IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change). Esta curva é apenas uma média das temperaturas medidas em 7000 estações meteorológicas do planeta, tratadas na Universidade de East Anglia, em Londres, sob a direção de Philipp Jones. O aumento seria de 0,6ºC desde 1860 até aos nossos dias, ou seja, a diferença de temperaturas que se observa à escala média anual entre quaisquer duas cidades de Portugal. Por outro lado, como falar em média à escala global misturando temperaturas marinhas, continentais, urbanas e sobretudo temperaturas de regiões que arrefecem com a de outras que aquecem? Por exemplo, o Ártico ocidental (a norte do Canadá) arrefeceu e o Ártico a norte do Mar da Noruega aqueceu. Qual é então a verdadeira situação do Ártico? De aquecimento ou de arrefecimento? Não é possível afirmar com segurança que a Terra está aquecendo.

Não se deve atribuir aos modelos virtudes "mágicas" tanto mais que eles só dão uma visão muito incompleta e deformada da realidade meteorológica. Em particular, eles não têm em conta a circulação geral da atmosfera, da sua organização e do seu movimento. Para estes modelos, as descontinuidades, presentes por todo o lado na natureza, não são simplesmente tomadas em consideração. Os modelos utilizados para predição climática são fundados nos mesmos princípios que os utilizados para a previsão meteorológica. Ora, estes últimos erram constantemente, como toda a gente sabe. Eles são incapazes de prever tempestades de neve como as que se verificaram no inverno de 2006 por toda a Europa. E muito menos, não foram capazes de prever a queda de neve do dia 29 de Janeiro de 2006 em Portugal, acontecimento que não se verificava há 50 anos!

Insiste-se sobre um pretendido consenso entre os climatologistas quando isso não existe. Além disso, existem vários tipos de "climatologistas". Veja-se o IPCC, apresentado como a autoridade na matéria. Na realidade, trata-se de um grupo intergovernamental, isto é, a nomeação dos seus membros é política e não responde a critérios científicos. Além disso, a grande maioria dos seus membros não é de climatologistas. Têm conhecimentos científicos limitados sobre o clima. Após o aparecimento da informática, numerosos daqueles que se autoproclamam "climatologistas" são na realidade informáticos-modeladores, que dedicam de longe a sua preferência à estatística, sem se preocuparem com os laços físicos reais.

Culpar os gases com efeito de estufa dá uma visão muito simplista do clima, enquanto outros fatores são bastante mais importantes. Em particular, aqueles que determinam a dinâmica da atmosfera, as transferências meridionais do ar e da energia e, para ser mais simples, as transferências de ar frio e de ar quente. Cada um é capaz de observar que a temperatura é função destas bruscas alterações, e que ela não evolui de maneira linear. O importante é primeiramente saber porquê e como as massas de ar frio se formam e se deslocam; porquê elas substituem e são substituídas pelo ar quente. Por outro lado, no longo prazo, a variação depende da atividade solar (manchas solares, magnetismo, erupção e vento solar), das projeções vulcânicas, dos parâmetros astronômicos, etc. Como pretender que a sua responsabilidade no clima possa ser posta em evidência nos modelos que não tomam simplesmente em consideração o conjunto destes parâmetros? O efeito de estufa é, portanto, totalmente marginal, se não mesmo insignificante, tanto mais que o principal efeito de estufa não é realizado pelo CO2 ou pelo CH4, mas pelo vapor de água.

A evolução dos climas regionais seguem evoluções fortemente dessemelhantes. Além disso, é bastante revelador verificar que, na confissão do próprio IPCC, os modelos são incapazes de reconstituir estas variações regionais! No seu segundo relatório de avaliação, de 1996, o IPCC escreveu: "Os valores regionais das temperaturas poderiam ser sensivelmente diferentes da média global, mas ainda não é possível determinar com precisão as suas flutuações". Isto significa que os modelos do IPCC seriam capazes de dar um valor médio sem conhecer os valores regionais que permitem estabelecer precisamente esta média! Isto não é sério! No Atlântico Norte, observa-se um arrefecimento na parte oeste (Canadá, Estados Unidos a leste das Montanhas Rochosas), enquanto na Europa ocidental se observa um aquecimento, nomeadamente na Escandinávia. Os recordes de calor e de frio são conseqüentemente batidos. Mas só se ouve falar nos de calor… Por exemplo, o Canadá sofreu a pior tempestade de neve da sua história em 1998 e a Mongólia conheceu dois invernos sucessivos de tal forma rigorosos que o estado teve de pedir ajuda internacional.

Na realidade, o problema dito do clima é confundido com o da poluição, dois domínios, contudo, distintos que só serão bem tratados, um e outro, quando forem dissociados. Esta confusão serve igualmente de pretexto para impor uma restrição à atividade humana, considerada erradamente como a origem do aquecimento climático. A relação de interesses que se estabeleceu entre certos laboratórios, várias instituições internacionais e certos homens políticos, impôs a noção de aquecimento global. Finalmente, o aquecimento climático reveste cada vez mais um caráter de manipulação que parece verdadeiramente uma impostura "científica" e cujas primeiras vítimas são os climatologistas que não recebem os financiamentos dirigidos para a corte de "climatocratas" do IPCC.

Rui G. Moura, 2006



5 Comments:

At 27 de abril de 2009 às 10:09, Anonymous Anonymous said...

"Estima-se que a fuligem emitida por fogões rústicos como este de Kohlua, na Índia, seja responsável por 18% do aquecimento global do planeta"

Do jornal Folha de São Paulo, 27 de Abril de 2009, em matéria de capa do suplemento do NY Times.

 
At 27 de abril de 2009 às 14:49, Anonymous andreas said...

Acoselho ao senhor que assista ao documentario "UMA VERDADE INCOVENIENTE" de AL GORE.
É tolice negar que indicies de co2 não estao elevados e provocando assim um aquecimento no planeta. Acredito que haja toda uma politicajem por traz disto tudo mas por outro lado nao penso que com um aquecimento a terra possa ter mais campos afim de produzir mais alimentos, e, mesmo se assim acontecese isto nao seria a saida para a fome no mundo,pois como sabemos,o problema nao e a quantidade de alimentos mas sim o incrivel desperdicio.
O tema e bastante complexo e merece uma discursão.

 
At 27 de abril de 2009 às 21:04, Anonymous Leandro Pinto said...

Desde quando um cara como Al Gore, financiado por mega-investidores, ong's bilionárias, partidos políticos e recebendo o aval da superburocracia da ONU, é alguém habilitado a servir de parâmetro científico.

Al Gore é um garoto propaganda, não um cientista. E o que ele afirma se baseia numa "pseudo-unanimidade" científica.

Não há consenso na comunidade científica sobre o aquecimento global. O fato do New York Times, e toda a grande mídia corporativa junta, alardear o aquecimento global como "verdade" não significa que esteja realmente ocorrendo um aquecimento global.

Somente pessoas que não sabem o que é a metodologia científica, que não sabem que a ciência envolve pressupostos metafísicos e epistemológicos que suscitam inúmeras divergências, que não sabem que modelos não são a realidade ("o mapa não é o território", dizia Korzybski), que não sabem como paradigmas científicos são construídos e refutados em pouquíssimo tempo (e não sabem disso porque ignoram a história da filosofia e da ciência), que não sabem que Popper e Heisenberg, só para citar dois exemplos, rejeitavam que a ciência pudesse descrever a realidade com exatidão (sonho newtoniano que se desmanchou completamente no séc. XX); somente pessoas assim, ignorantes, burras, que acreditam piamente na Folha de São Paulo, é que podem realmente CONFUNDIR ciência, pesquisa científica, investigação epistemológica, com manchetes sensacionalistas de uma imprensa marrom, vendida, canalha, falsa, dependende de verbas estatais para sua sobrevivência, e que, ainda por cima, está nas mãos dos mesmo empresários que apoiam a megaburocracia da ONU e dos "organismos internacionais".

Como dizia o filósofo Schopenhauer, "olhemos a paisagem com nossos próprios olhos". Não vamos aceitar que a definição do que seja a realidade venha da ONU, do Bando Mundial, do FMI, da Folha de São Paulo, do PT, do PSDB, do Al Gore, e de tantas outras pessoas ou instituições, cujo interesse maior não é saber a verdade, mas sim a manipulação ideológica e o controle populacional.

Não confundam politicagem com ciência. Não sejam tão tolos e ingênuos em acreditar sem questionamento no que se passa no noticiário.

 
At 28 de abril de 2009 às 01:10, Anonymous Fiume420 said...

Andreas, procure entender melhor o texto do climatologista Rui Moura.

A poluição é sim extremamente nociva e deve ser combatida, o que se põe em questão é a relação entre as emissões de gases com efeito de estufa e as alterações do clima. Não se pode, pois, determinar com precisão a relevância que tais emissões têm no aumento da temperatura que se observa em algumas partes do planeta. Como diz o autor, há fatores de muito mais importância que são ignorados pelos políticos que dirigem as instituições climáticas que apavoram o mundo sem base nenhuma.

Órgãos de ficção como a Folha de SP, o NY Times, a Globo e a Veja propagam à exaustão a visão apocalíptica e infundada do aquecimento global, buscando sempre incutir o medo e a culpa generalizados com fins diversos como tolher liberdades individuais e predeterminar comportamentos.

Não tinha tido interesse pelo filme do Al Gore até dar uma atenção especial à questão, vou assisti-lo em breve.

Quanto aos alimentos, recomendo o documentário We Feed the World, de Erwin Wagenhofer, disponível na parte de documentários da seção de torrents aqui do blog.

 
At 28 de abril de 2009 às 03:25, Anonymous Anonymous said...

andreas, não vai ficar com medo da gripe suína

 

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